“Que que anda fazendo da vida??!”
“Nada.”
segunda – 09/05/09
Pensando na derrota de seu time do coração, o motorista quase não percebeu a senhora que acenava pelo seu ônibus. Era um dia chuvoso. Ao entrar, cumprimentou o condutor. O ônibus se encontrava lotado e ninguém foi gentil o bastante para ceder um lugar à pobre idosa. Depois da morte de seu adorado marido, passar as tardes dentro de um ônibus tinha se tornado sua principal diversão. Não possuía linha fixa, os escolhia ao acaso, não tinha parada definida, apenas viajava para ver como sua cidade tinha mudado desde os tempos de menina. Uma curva acentuada. Seus dedos já não eram como os de outrora e não foram capazes de sustentar seu peso. A cabeça bateu na catraca fazendo com que outra chuva invadisse o ônibus. Molhou a camisa branca do cobrador como também de alguns passageiros.
Ela fala com os pássaros
Ela fala com os anjos
Ela fala com as árvores
Ela fala com as abelhas
Ela não fala comigo
Fala com os arco-íris e com os mares
Ela não fala comigo.
Happy to have
Not to have not
pois é joãozinho.
Meu ódio por eles andava esquecido, porém quarta-feira foi relembrado
Quando falo minguinhos estou generalizando, não é por todos que cultivo esse sentimento, não tenho nada contra com os que estão localizados nas mãos, eles não me atrapalham, minha raiva é toda direcionada aos dos pés. Eles não servem pra merda nenhuma! Têm tanta utilidade como uma bicicleta para um peixe. Me engano ao dizer que eles são inúteis, se fossem, o sentimento que teria por eles seria o mesmo que tenho por seus irmãos das mãos, eles servem unicamente para engatarem-se no tatame e assim, quebrarem-se ou destroncarem-se (mais uma vez, no meu caso foi a 2ª opção), proporcionando dor aos azarados que os carregam em seus pés.
Foram tantas as vezes que eles praticaram sua única função que atualmente não consigo mais mexê-los e mesmo assim, ainda não me deram uma trégua. É por isso que repito, malditos minguinhos!
Blog criado sexta-feira, fiquei pensando em como nomeá-lo. Resolvi que seria o título de um disco… mas qual?? Depois de passar por Pleasent Dreams, Histórias de Sexo e Violência, My War, decidi por From Here to Eternity do Clash. From here to eternity por achar que ao escrever acabamos nos imortalizando, isto é do presente para a eternidade. Nome escolhido, então a única coisa que faltava era esperar o email chegar para confirmar o blog. Esperei, esperei e nada.
Domingo 18 de janeiro – Chegando de viagem fui olhar se o maldito email já havia chegado, nada.
Segunda 19 de janeiro – Resolvi criar de novo o blog, já que na 1ª tentativa tinha dado merda. Criei, mas ai me deparei com outro obstáculo, QUAL SERIA O NOME? Vi que From here… não me agradava mais, então tentei pensar em outro. Não foi por acaso ser este o nome do blog. Depois de muito pensar, percebi que não sei dar nome as coisas. Logo o agraciado não foi uma palavra, sim um urro de desespero causado pela falta de criatividade e paciência deste que vos escreve.
A impaciência foi tanta que o 1º post só foi “gerado” na quinta-feira.